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Carta verde embala seguro de carros

O volume de brasileiros que desbravam os países do Mercosul é crescente. Somente para a Argentina, são um milhão de turistas, cerca de 20% do total de visitantes que o país vizinho recebe anualmente. No Uruguai, o turismo feito por brasileiros representa 7% do Produto Interno Bruto (PIB). Para chegar nesses e em outros destinos do bloco, muitos viajantes optam por se deslocar de carro. Além dos documentos pessoais, todos os veículos que ingressam nas nações do Mercosul precisam portar a carta verde, cobertura securitária obrigatória para danos a terceiros gerados no país visitado. Com a demanda pelo documento cada vez maior por turistas brasileiros, as seguradoras estão incrementando a oferta da carta verde.

Na Allianz, a carta verde vem sendo apontada como uma das propulsoras no crescimento da carteira de seguro automotivo. Enquanto dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) apontam para um crescimento de 5,5% da categoria em 2011, a Allianz teve uma elevação de 30% no segmento no mesmo período, sendo responsável pela maior fatia do faturamento da seguradora no mercado gaúcho. Até o ano passado, a carta verde respondia por cerca de 15% das apólices de automóveis.

Hoje, porém, essa conta já não é mais feita na Allianz, que desde o ano passado disponibiliza a carta verde a todos os clientes do seguro de automóveis do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. O diretor da regional Sul da Allianz Seguros, Eduardo Grillo, explica que todas as apólices do segmento já vêm com a cobertura, estratégia que se propõe a desburocratizar as necessidades dos clientes, principalmente na região que mais emite turistas a países do Mercosul por via terrestre. Com a carta verde automaticamente compondo a apólice automotiva, os viajantes não precisam fazer o documento.

“Se na sexta-feira você resolve viajar para Buenos Aires no sábado, por exemplo, no passado era preciso comprar a carta verde para sair de viagem e ter o papel na mão, mas tivemos a percepção de que era um gasto adicional para o cliente, que agora, sendo segurado pela Allianz, deixou de se preocupar em procurar o corretor para obter esse papel”, explica o dirigente. A seguradora também oferta esse seguro com quilometragem ilimitada no destino do viajante, quesito muitas vezes estabelecidos por outras companhias.

O mesmo caminho foi adotado pela Porto Seguro. O diretor de auto da seguradora, Marcelo Sebastião, destaca que, com a constatação de que os clientes da região Sul são os que mais dirigem até países do bloco, a companhia resolveu inserir o documento nas apólices de segurados dos três estados. “Além do movimento usual, houve um incremento de 30% na utilização da carta verde porque as pessoas perceberam que era gratuito e que não precisavam recorrer ao corretor, isso facilitou muito para quem vai a esses países”, frisa Sebastião. Válida para Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile, na Porto Seguro o uso da carta verde chega a dobrar no período entre dezembro e fevereiro, além de julho, meses típicos de férias.

Já a SulAmérica Seguros atua com dois planos de carta verde, contratados separadamente de outras apólices. O Plano A oferece os valores mínimos de cobertura (entre US$ 20 mil US$ 200 mil) e o Plano B, que chegam aos limites máximos de cobertura (entre US$ 40 mil e US$ 400 mil). “Na Sul-América, a contratação do carta verde é consequência da experiência satisfatória que o nosso segurado de auto possui com a marca e não o contrário, o que reforça a confiança dos segurados nos serviços prestados pela empresa”, afirma o diretor de automóveis da Sul-América, Eduardo Dal Ri.

Como funciona a Carta Verde

Regulamentada pela resolução Mercosul 120, de 15 de dezembro de 1994, a carta verde é o instrumento legal que turistas de países de bloco possuem para cobrir danos a terceiros não transportados no veículo segurado. Obrigatório, o seguro tem o objetivo de assegurar a resolução de acidentes que envolvam danos materiais e pessoais, morte, invalidez permanente e despesas médico-hospitalares de passageiros do carro atingido no país visitado.

Com vigência máxima de um ano, o documento estabelece a cobertura de danos pessoais no mínimo de US$ 40 mil, podendo chegar ao limite de US$ 200 mil. No caso dos danos materiais, essa margem vai de US$ 20 mil a US$ 40 mil. Esses valores podem ser estendidos pela seguradora, caso seja uma demanda do cliente, mas sempre respeitando o limite máximo de US$ 400 mil para danos pessoais e US$ 80 mil para danos materiais, estabelecidos em acordo do Mercosul. Além disso, a Carta Verde garante ao segurado o pagamento de honorários de advogados e custas judiciais de até 50% da indenização paga, conforme informações da Federação Nacional de Seguros Gerais.

A cobertura é exclusiva para ocorrências no país de destino dos segurados, dentro do Mercosul. No caso de sinistro, todos os trâmites relativos à assistência dos envolvidos em acidentes são efetuados no país onde aconteceu o acidente, com o apoio de seguradoras conveniadas dos países, em moeda local. 

Fonte: Site Jornal do Comércio
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