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Para CNseg, indústria tem compromisso sustentável

Em junho, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente - Iniciativa Financeira (UNEP-FI) vai lançar, no Rio de Janeiro, os Princípios para Sustentabilidade em Seguros. O mercado segurador brasileiro também vai aderir aos Princípios da ONU, assumindo assim um compromisso público para a construção de uma economia verde e a promoção do desenvolvimento sustentável.

Jorge Hilário Gouvêa Vieira, presidente da CNseg, confederação que reúne as empresas do setor, acredita que as seguradoras estão preparadas para assumir tamanho desafio. "O fundamental é que a indústria de seguros cresça de forma sustentável porque o bom desempenho dela é estratégico para o país", diz. Abaixo, trechos de entrevista concedida ao Valor.

Valor: Quais os desafios para as seguradoras aderirem aos princípios de sustentabilidade em junho?

Jorge Hilário Gouvêa Vieira: A indústria pode contribuir muito para a sustentabilidade do nosso planeta. Essa inclusive é a essência do seguro, dar proteção, dar tranquilidade, segurança. O conceito da sustentabilidade é inerente à atividade seguradora, é da natureza do seguro atuar na prevenção e no gerenciamento dos riscos. Essa experiência pode ser útil, por exemplo, para alertar a sociedade para as atuais mudanças que afetam o planeta.

Valor: A presidente Dilma Rousseff reuniu-se com empresários cobrando investimentos em projetos que ajudem a preparar o Brasil para os mundiais esportivos. Quando esses investimentos saírem será a vez do seguro. O sr. acha que o setor terá apetite por todos os contratos, sendo que em muitos projetos falta mão de obra qualificada?

Vieira: O importante é que o mercado segurador brasileiro está mostrando ao país toda a sua capacidade de garantir a execução das obras de infraestrutura, seja para a realização dos eventos esportivos internacionais, seja para as obras do PAC. E isso só pode ser feito com preços justos. A indústria brasileira de seguros tem todas as condições de oferecer mecanismos de acompanhamento dessas obras, de uma maneira efetiva e eficaz, para que possam ser feitas dentro dos prazos estimados e com garantia. Nesse contexto, o seguro garantia também pode se transformar num instrumento efetivo de fiscalização para o governo, além de garantir que as obras serão realizadas.

Queda da Selic pode levar as seguradoras a revisar suas estratégias de investimento, mas isso não será imediato

Valor: Acredita que a queda dos juros levará as seguradoras a rever preços para compensar as perdas financeiras?

Vieira: Acreditamos que não. Em primeiro lugar, entendemos que o cenário de juros baixos impulsiona a economia e o consumo e, consequentemente, a procura por seguro para proteger esse patrimônio. Independentemente da política de investimento das seguradoras, está a capacidade das empresas de melhorar e buscar mais eficiência nas operações de seguro, o que permitirá manter o preço estável. A queda da Selic pode levar as seguradoras a revisar suas estratégias de investimento, mas esse movimento não será imediato.

Valor: Todos falam muito em inovação, mas os consumidores querem novidades, segundo pesquisas divulgadas no Insurance Meeting. Há falta de mão de obra para atender aos apelos do público por produtos diferenciados ou de investimento em tecnologia?

Vieira: Estamos estimulando as empresas a investir em inovação pois acreditamos que aqueles que inovam estão em posição de vantagem em relação aos demais. Seja para agilizar processos, reduzir custos, ampliar os negócios, melhorar a comunicação ou aperfeiçoar o relacionamento com o consumidor. Partindo desse princípio, inovar torna-se essencial para a sustentabilidade das empresas no futuro.

Valor: O resseguro mudou e desagradou a quase todos. Para compensar, vários grupos entraram no país, o que deverá reduzir novamente a fatia do IRB. Mais novidades estão a caminho. Como vê possíveis mudanças no resseguro?

Vieira: O que estamos percebendo hoje é um movimento de algumas resseguradoras para se tornar locais, uma vez que o mercado brasileiro apresenta solidez para novos investimentos. Estamos atentos às discussões e ampliando cada vez mais a interlocução com o governo e o órgão regulador, apresentando propostas e mostrando que o mercado segurador pode e deve ser reconhecido como um importante agente para o desenvolvimento social e econômico do país.

Fonte: Site Valor Econômico
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