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Sinistros têm recorde de US$ 23 bi em 2012

Por Whitney McFerron | Bloomberg

No ano passado os pedidos mundiais de cobertura de seguro de produção agrícola foram os mais elevados de todos os tempos. A seca reduziu no período a safra nos EUA, historicamente os maiores produtores mundiais de milho e soja. Os pedidos de cobertura totalizaram, em âmbito mundial, cerca de US$ 23 bilhões em 2012, com US$ 15 bilhões desse valor destinados a agricultores americanos, disse Karl Murr, diretor da divisão agrícola da Munich Re, a maior resseguradora do mundo.

Cerca de 85% da área cultivada está coberta por seguro nos EUA, frente aos 20% segurados mundialmente. A produção de milho e soja dos EUA recuou para o nível mais baixo em seis anos na última safra, após sofrer o período de estiagem mais severo desde 1956.

"A seca foi a causa isolada mais importante dos prejuízos em 2012", disse Murr. "Com os EUA representando cerca de 50% dos valores mundiais das safras assegurados, eles ficaram, naturalmente, com a maior parte das coberturas em 2012, ofuscando os pagamentos de seguro por perdas da Europa, incluindo o Leste Europeu".

Em 21 de janeiro, os agricultores americanos tinham recebido cerca de US$ 12,35 bilhões em coberturas de seguro desde o início do ano de comercialização. O valor ultrapassou os US$ 10,84 bilhões pagos no mesmo período de 2011, segundo a Agência de Administração de Risco do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

A produção somada de milho e soja caiu para 355,9 milhões de toneladas na safra 2012/13, 11% inferior à do ano anterior, segundo o USDA. Embora os EUA sejam o maior produtor e exportador mundial de milho, o Brasil deverá suplantar o país como o maior produtor e comercializador mundial de soja nesta safra.

Os pedidos de cobertura nos últimos 12 meses ultrapassaram os de 1988, ano em que a seca diminuiu a produção americana em 31%. Naquele ano os agricultores receberam menos de US$ 1 bilhão em pedidos de cobertura de seguro de safra, sobre um prejuízo no valor de US$ 15 bilhões, disse Murr. Quase 50% do território dos EUA ainda passa por condições climáticas anormalmente secas, segundo o Drought Monitor americano.

A lavoura de trigo de inverno registrava suas piores condições desde o início da série histórica, em 1985. A estiagem também comprometeu a produção da última safra de Rússia, Cazaquistão, Ucrânia, Argentina e Brasil, enquanto a Polônia sofreu com uma brusca onda de frio e o Reino Unido teve seu segundo ano mais úmido de todos os tempos.

O alagamento dos campos poderá custar aos agricultores britânicos cerca de 1,3 bilhão de libras esterlinas (US$ 2,1 bilhões) em prejuízos, parte dos quais não está coberta por seguro, disse Murr. "Apenas uns poucos países europeus têm seguro agrícola, e a maioria dessas apólices cobre apenas granizo, mas não os riscos mais dramáticos, como a seca e a inundação. Portanto, ainda em 2012, as grandes perdas de produção não estavam seguradas".

A Munich Re, sediada em Munique, tinha um prêmio bruto escriturado de resseguro agrícola avaliado em cerca de € 1 bilhão (US$ 1,34 bilhões), comparativamente com um total de prêmios escriturados de € 26,5 bilhões, disse a empresa em informe encaminhado aos investidores em outubro. A empresa deverá arcar com o maior valor de todos os tempos em pedidos de cobertura por perdas no campo devido à seca do ano passado, disse Murr. A Munich Re informou em novembro que as quebras de safra poderão lhe custar cerca de € 160 milhões.

Fonte:Empresas Valor Econômico.
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