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Seguro anticatástrofes está US$ 168 bi abaixo do ideal

Um total de 17 países está “subsegurado” para eventos naturais; no Brasil, seria preciso mais US$ 12,68 bi

O déficit em seguros para desastres naturais no mundo soma US$ 168,11 bilhões, revelou pesquisa encomendada pela Lloyd's, empresa especializada em seguros com sede em Londres, ao Centre for Economics & Business Research (CEBR), que será divulgada globalmente nesta terça-feira (27) e foi antecipada com exclusividade ao BRASIL ECONÔMICO .

A medição leva em conta a penetração das apólices na população, com exceção do ramo vida, e a expectativa de perdas, baseada na frequência e danos gerados pelas dez últimas catástrofes mais custosas desde 1990 em cada país. Com isso, foi desenvolvido um indicador, sendo que em zero ele significa que a quantidade de seguros no mercado está adequada aos sinistros esperados. Abaixo de zero, no entanto, o país está “subsegurado” e, acima dele, está “supersegurado”.

No mundo, 17 países estão menos segurados do que deveriam para estes eventos naturais, sendo o Brasil um deles, onde a necessidade de proteção do mercado segurador está em US$ 12,68 bilhões, correspondente a um indicador negativo de 0,51 pontos. O país onde a situação é mais complicada é Bangladesh, em que a pontuação foi de -2,64, correspondente a US$ 2,99 bilhões.

“A lacuna em seguros tem impacto enorme e duradouro sobre a capacidade de empresas, governos e indivíduos se recuperarem de terremotos, furacões, enchentes e incêndio, que afetam a todos a cada ano”, afirma o presidente do CEBR, Douglas McWilliams. “Isso significa perda de pedidos, empregos e desperdício de recursos do contribuinte devido à incapacidade de se preparar com antecipação para esses eventos, o que cria custos mais severos e impossíveis de administrar.”

O estudo conclui que um aumento de 1% na penetração de seguros em um país pode reduzir a responsabilidade do Estado em desastres naturais em um percentual que chega a 22%. As enchentes na Tailândia em 2011, por exemplo, resultaram em danos à economia de US$ 30 bilhões e apenas 3,47% foram cobertos por seguro.

O aumento do Produto Interno Bruto (PIB) do país tem correlação com a compra de apólices e, portanto, com as perdas em caso de desastres. Os números do estudo revelam que um aumento de 2% no PIB eleva em 1% a penetração de seguros.

O debate se faz necessário diante do aumento do nível das catástrofes naturais e as perdas que têm trazido para as economias: o custo destes eventos cresceu US$ 870 bilhões, descontada a inflação, desde 1980. Somente em 2011 este volume foi recorde em US$ 107 bilhões.

“Um número excessivo de países com alto crescimento não está conseguindo tomar as providências necessárias para se preparar adequadamente para esse tipo de evento, deixando pessoas e empresas expostas”, alerta Richard Ward, presidente do Lloyd's, que diz que o debate é interessante diante das perdas ocorridas com o furacão Sandy.

Ontem, a resseguradora Swiss Re afirmou que terá de pagar US$ 900 milhões por danos causados pelo furacão que castigou o Caribe e atingiu a costa leste americana em outubro. O valor pode aumentar no decorrer do tempo, já que o processo de pedidos de indenização continua. As perdas do mercado como um todo estão estimadas em até US$ 25 bilhões.

Para solucionar o problema de ‘subseguro’, a Lloyd's afirma que os governos têm que investir mais em medidas de mitigação dos desastres, além de ajudar suas economias abrindo mercados para seguradoras privadas, a fim de aumentar a capacidade disponível para subscrever riscos. Já as empresas necessitam de uma visão de longo prazo baseada em gestão de riscos, enquanto a indústria de seguros precisa tomar providências para entender melhor os riscos.

Fonte: Brasil Econômico
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