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Furacão Sandy afeta os seguros

A supertempestade que atingiu os Estados Unidos no final de outubro de 2012 provocou inundações, quedas de energia, incêndios e suspensão dos sistemas de transporte em diversos estados americanos. Batizado de Sandy, o furacão castigou áreas densamente habitadas da costa leste, entrou no continente e causou destruição em várias cidades, como Nova York e Nova Jersey, e exigiu a desocupação de áreas alagáveis.
 
Em termos de danos materiais, os meteorologistas consideram o Furacão Sandy uma das mais intensas e destrutivas tempestades registradas no território continental norte-americano. Em perdas humanas, os piores furacões ocorridos nos EUA foram o Galveston (1900) com mais de 6.000 mortos, San Felipe-Okeechobee (1928), com 1.836 mortos, e o Katrina (2005), com 1.833 mortos.
 
Especialistas em desastres naturais estimam que os prejuízos financeiros por danos e gastos com a recuperação dos locais, bens e propriedades atingidas podem superar US$ 50 bilhões, se tornando a segunda tempestade mais cara para os americanos, depois do furacão Katrina. Em 2011 o Furacão Irene foi também grave, mas não tão severo, e causou perdas de US$ 20 bilhões.
 
Devido ao furacão Sandy, o transporte nos EUA parou e prejudicou viagens ferroviárias, rodoviárias, marítimas e aéreas. O transporte de cargas também foi prejudicado. Nos portos de Nova York e Nova Jersey, os embarques e desembarques de contêineres foram interrompidos e milhões de dólares em mercadorias ficaram paradas, ocasionando atrasos na entrega das cargas. Os portos de Virginia e Boston ficaram sem operar no pico da temporada do transporte de mercadorias para serem entregues aos varejistas para a época de Natal, e as mercadorias destinadas à exportação também saíram com atrasos.
 
A indústria de seguros, composta por seguradoras e resseguradoras, provisiona parte dos prêmios recebidos para garantir indenizações por riscos assumidos para pagamento futuro. Em tragédias com perspectivas de grandes perdas, o mercado de seguros global é muito afetado.
 
No caso do Sandy, os resultados positivos obtidos pelas empresas de seguros no primeiro semestre de 2012, quando nenhuma catástrofe ocorreu, tendem a desaparecer e comprometem o lucro dessas empresas para o ano. Os prejuízos pelos efeitos do Sandy ainda estão sendo contabilizados, mas a estimativa de desembolso das seguradoras para indenizações de sinistros cobertos podem chegar a US$ 20 bilhões. As perdas humanas e materiais consequentes do Sandy produzirão reclamações de diversas modalidades de seguros, sendo as principais decorrentes de seguro de propriedade, especialmente da cobertura de business interruption (interrupção de negócios), seguros de vida e até do seguro de transporte para mercadorias perdidas ou avariadas. Nos EUA, a cobertura de danos por furacão, seguido por vento ou por água (inundação) no seguro de propriedades é opcional, e nem sempre os segurados contratam.
 
O governo americano oferece o Programa Nacional de Seguros contra Enchentes, no qual inclui a cobertura contra inundações para os proprietários de imóveis, em garantia ao financiamento imobiliário, mas com regras que nem sempre atendem os segurados. Já no seguro de transporte, as cargas amparadas por apólice com cobertura ampla estão garantidas contra perdas e danos causados pela tempestade, mas os prejuízos gerados pelo atraso da entrega das mercadorias aos seus compradores não estão cobertos.
 
Desastres como o furacão Sandy levam empresas de seguros a sofrer com perdas consideráveis e redução de seus lucros, e provocam aumento nas taxas de seguros. Mas, também serve para mostrar que os modelos de negócios das companhias seguradoras e resseguradoras internacionais são eficientes e confiáveis e o restabelecimento da indústria mundial de seguros é rápido.
 
Fonte: SIte Segs
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